A origem das roupas íntimas é envolta em mistérios históricos, com as primeiras evidências surgindo na Grécia Antiga. Onde mulheres usavam faixas de tecido para suporte dos seios e uma espécie de algodão semelhante a fraldas como vestimenta inferior. É no século XIX, entretanto, que a história da lingerie começa a tomar forma mais reconhecível, com a invenção das “pantaloons” em 1800, semelhantes a shorts masculinos, em tons pastéis e que chegavam até os joelhos. Após algumas décadas, espartilhos e crinolinas trouxeram um ar romântico e sedutor à indumentária feminina. Marcando a era das peças íntimas como símbolo de status, restritas à nobreza e exigindo assistentes para sua colocação.
No século XX, especialmente a partir dos anos 50, a lingerie moderna como conhecemos, composta por calcinhas e sutiãs, ganhou popularidade e um toque de sensualidade, impulsionada pelas atrizes da época. Portanto agora focamos no Brasil e na criação dos principais polos de confecção de lingerie, que começaram a se formar com histórias de empreendedorismo e superação.

Nova Friburgo: O Berço da Lingerie Brasileira
Nova Friburgo, localizada na região serrana do Rio de Janeiro, é conhecida como a capital da moda íntima brasileira. As atividades industriais na cidade começaram em 1911, com a instalação da fábrica da Triumph em 1937. Lúcia Loyola, uma ex-funcionária da Triumph, foi pioneira ao iniciar a confecção de lingerie em sua própria casa, impulsionada pela necessidade de cuidar de seus filhos. Como resultado, seu empreendimento familiar cresceu progressivamente, dando origem ao que hoje é um dos maiores polos de confecção de lingerie do país. Gerando 20 mil empregos diretos e indiretos e sendo responsável por 25% da produção nacional.
Outros Polos de Confecção pelo Brasil
- Juruaia (Minas Gerais): Também conhecida como a capital mineira da lingerie, Juruaia é um vibrante centro de produção, vendendo mais de 1,5 milhão de peças mensalmente e empregando milhares em suas confecções.
- Ilhota (Santa Catarina): Esta cidade destaca-se pela sua produção de moda íntima e praia, sendo grande parte de sua produção absorvida pelo mercado interno e 10% destinada à exportação.
- Taquaral (Goiás): Com uma população de apenas 6 mil habitantes, Taquaral surpreende com 120 confecções e 800 empregos diretos, movimentando 28 milhões anualmente.
- Franca (São Paulo): Tradicionalmente conhecida pela indústria de calçados, Franca tem se adaptado e também se destacado no setor de lingerie. Aproveitando a mão de obra disponível devido às mudanças no mercado de calçados.
Esses polos não apenas fornecem uma perspectiva sobre a confecção de lingerie, mas também sobre a resiliência e adaptabilidade das comunidades locais. Desse modo, em breve, exploraremos mais sobre os diversos nichos de mercado nas confecções brasileiras. Esperamos que vocês tenham se identificado e inspirado com essas histórias de sucesso!
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